Edição número 22

Ano 6 - número 22

julho-setembro 2013

Especialistas em petróleo, gás natural, pré-sal e etanol escrevem nesta edição temática. O Conselho Editorial pediu a eles que, em nove artigos, expusessem ao leitor os principais problemas, desafios e oportunidades que se apresentam ao Brasil diante da nova geografia da produção e da inovação. O intuito desta revista, ao escolher os articulistas e os... Leia o artigo

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Artigos desta edição

Alvaro A. Teixeira

A Exploração e Produção de Petróleo no Brasil – 15 Anos de Abertura

A abertura da exploração petroleira no país, há 15 anos, depois de quase meio século de monopólio estatal, conduzido com muita competência pela Petrobras, é internacionalmente reconhecida como exemplar. Esse fato, associado às favoráveis perspectivas petrolíferas de um país de dimensões continentais, detentor de imensas áreas sedimentares ainda pouco exploradas, atraiu o interesse dos investidores nacionais e internacionais, tornando-se um caso de sucesso no mercado mundial. O artigo aborda os fatos políticos mais importantes que marcaram a abertura da exploração de petróleo no país e a sua consolidação.

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Marco Tavares

Os Desafios do Mercado Brasileiro de Gás Natural

O mercado de gás natural passa por uma revolução no mundo com a produção competitiva de reservas de gás não convencional, por meio da utilização de novas tecnologias de perfuração. Essa corrida do ouro apenas está começando. Neste artigo, o autor faz propostas de política energética para que o Brasil se torne competitivo e possa participar da “Era de Ouro do Gás Natural”. Uma das sugestões é a estratégia de organizar clusters de consumos âncora de gás natural, que viabilizassem a primeira infraestrutura de gás natural dos novos produtores.

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Mauro Yuji Hayashi

Pré-sal: Desafios e Oportunidades (Um Sonho Possível)

Até chegar ao estágio atual do pré-sal, onde as reservas potenciais descobertas em apenas quatro anos são equivalentes a todo volume de petróleo produzido no Brasil, nos últimos 60 anos, o corpo técnico da Petrobras foi desafiado a trilhar uma difícil jornada. Hoje, o pré-sal brasileiro já é uma realidade. A produção de petróleo já supera os 300 mil barris diários com apenas 17 poços produtores e dois injetores. O petróleo do pré-sal é bastante competitivo em relação às demais áreas em desenvolvimento no mundo, com custo final em torno de US$ 45 por barril. As atuais estimativas para os não convencionais apontam para custos em torno de US$ 70 por barril.

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Eloi Fernandez y Fernandez, Ernani Teixeira Torres Filho

A Hora da Virada: Promovendo Investimentos com a Política de Conteúdo Local no Setor de Petróleo

A política que obriga as empresas concessionárias de petróleo a comprar bens e serviços no Brasil está completando 15 anos. Essas medidas foram implantadas em 1999, como parte da nova regulação que substituiria o modelo de monopólio, que já vigorava há mais de quatro décadas. Entre as várias medidas regulatórias adotadas, a mais importante foi o compromisso de os futuros concessionários comprarem localmente um percentual de seus investimentos. Diferentemente de 1999, o problema da indústria nacional, hoje, não é mais a ociosidade, mas a falta de capacidade de oferta e de competitividade – o que apenas pode ser superado com a aceleração dos investimentos na rede de fornecedores de petróleo e gás.

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Eduardo Leão de Sousa, Elizabeth Farina, Luciano Rodrigues

A Política de Petróleo e a Indústria de Etanol no Brasil

O artigo descreve a relação entre a política do petróleo e a indústria de etanol de cana-de-açúcar no Brasil. A presença de externalidades positivas associadas à produção e uso dos biocombustíveis exige políticas públicas para induzir o seu desenvolvimento, dado que o mercado, de forma autônoma, não é capaz de incorporar no sistema de preços o valor dessas externalidades positivas. No Brasil, a motivação principal das políticas de estímulo ao desenvolvimento de energias renováveis nem sempre foi predominantemente ambiental. Pelo contrário, na maior parte das vezes, o motivo esteve associado à segurança energética.

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Adriano Pires, Marcio Balthazar da Silveira

Petrobras – Excelência, Vanguarda e Modernização

Com a abertura do mercado, em 1997, a Petrobras foi superando, sucessivamente, os próprios recordes internacionais na busca de óleo em águas profundas. Passou a ser reconhecida internacionalmente como uma corporação integrada de excelência tecnológica em óleo e gás natural. Nos últimos anos, o mercado e os acionistas da Petrobras passaram a perceber a utilização da companhia como complemento de política econômica e a verificar um distanciamento das expectativas que os levaram a investir após a abertura de 1997. A Petrobras precisa promover uma alteração no foco dos seus negócios, defendem os autores.

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Magda Chambriard

O Brasil e as Rodadas de Licitação para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural

No início da década de 2020, deveremos produzir mais de 4 milhões de barris por dia de petróleo e exportar mais de 1 milhão de barris por dia. Para que tudo isso ocorra, é preciso um sofisticado nível de planejamento e um montante muito elevado de investimentos. Estima-se que a aquisição de bens e serviços será de cerca US$ 400 bilhões até lá. O Brasil dobrou sua produção e suas reservas de petróleo cru nos últimos 15 anos. O país detém cerca de 25% da exploração e produção em águas profundas do mundo, e 78 diferentes concessionários já atuam no Brasil.

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Fernando Arbache, Jorge Arbache

O Pré-Sal e a Nova Geografia Econômica

No campo da energia, grandes mudanças já apontam no horizonte. Os Estados Unidos estão se transformando numa grande potência em hidrocarbonetos por meio de novas tecnologias que estão viabilizando a exploração do gás e do óleo de xisto. A nova geografia econômica já está redesenhando a economia mundial, e as consequências para o Brasil serão significativas. A queda do preço da energia nos EUA já está deslocando investimentos brasileiros intensivos em energia para aquele país sob a alegação de que o custo do gás no Brasil é ao menos quatro vezes maior. Como o Brasil figura na nova geografia econômica? O artigo explora, em particular, o caso do pré-sal.

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Manoel Leal, Marcelo P. da Cunha, Rogério Leite

A guerra entre Petróleo e Etanol

O atual caminho trilhado pelo setor energético mundial e as projeções de continuidade de sua rota são claramente insustentáveis, como mostram a AIE e o IPCC. A atual taxa de crescimento do consumo de energias fósseis levaria a um aumento de temperatura média do planeta em torno de 6 graus centígrados no longo prazo, que resultaria em mudanças climáticas e sua sérias consequências. Os dois pilares fundamentais para a correção de curso que leve as mudanças climáticas de longo prazo para níveis suportáveis são a eficiência energética e as energias renováveis. O etanol de cana-de-açúcar é o único biocombustível de primeira geração que sobreviverá no longo prazo.

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